terça-feira, fevereiro 20, 2018

Museu Monteiro Lobato

Tive a oportunidade de visitar o Museu Monteiro Lobato, no sítio do escritor, em Taubaté. É emocionante conhecer a casa em que Lobato escreveu alguns dos seus melhores textos, com destaque para o livro Urupês. Infelizmente há pouca informação sobre o escritor, faltam legendas, textos explicativos e principalmente material interativo e audio-visual (vídeos, áudios etc). Para alguém revolucionário como Lobato, o museu parece bastante conservador. Entretanto, vale a visita (se estiver com crianças, há apresentações teatrais nos finais de semana). Se passar por Taubaté, não deixe de conhecer o Museu, que fica praticamente no centro da cidade. Confira as fotos. 
Há várias estátuas dos personagens espalhadas pela área do Museu. 

A casa-sede da fazenda do Lobato, agora sede do Museu. 





Certidão de batismo e de óbito do escritor. 


Uma das poucas salas com cara de museu moderno, dedicada às pinturas do escritor. 

Algumas das edições mais antigas de livros de Lobato (tenho a maioria dessas edições)





Quadrinhos que me marcaram


Essas são quatro 4 revistas em quadrinhos que me marcaram. Superaventuras Marvel 5 foi o primeiro gibi de heróis que li, numa fila de banco. 

Superaventuras Marvel 25 foi o primeiro gibi que comprei e marcou o início da saga da Fênix Negra, a melhor dos X-men de todos os tempos. 

Fêmeas foi a primeira publicação da Grafipar que li e foi quando percebi que os quadrinistas brasileiros não deixavam nada a dever aos americanos (em especial Mozart Couto, que assina a maior parte da edição. Me marcou a ponto de eu escrever um livro sobre a editora. 

Finalmente, Watchmen me fez ter uma outra visão dos quadrinhos e foi tema do meu TCC e da minha dissertação de mestrado.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

A impressionante arte detalhista de Alex Niño

Alex Niño é um artista filipino nascido em 1940. Em 1971 ele foi recrutado por Joe Orlando para trabalhar na DC Comics e começou uma aclamada carreira nos comics americanos, com passagens pela Marvel, Heavy Metal e Warren. Aqui no Brasil ele ficou conhecido principalmente através da revista Kripta. Seu desenho detalhado com páginas duplas impressionantes estavam entre os mais queridos pelos leitores.  











Como escrever sátiras para a MAD

Quando fui convidado pelo Raphael Fernandes para a escrever uma sátira do BBB 9, o que seria minha estreia na MAD, confesso que tremi na base. A MAD tem um tipo muito característíco de humor. Anarquico, claro, mas que também obedece algumas regrinhas simples, que ajudam a cosia a ficar mais engraçada. Na época, fui para minha coleção e reli dezenas de sátiras tentando compreender o estilo. De lá para cá, já escrevi vários textos para a publicação. Não posso dizer que já sou um roteirista especialista em MAD, mas acho que posso compartilhar algumas das coisas que aprendi escrevendo e, principalmente lendo a MAD:  

1) Geralmente as sátiras iniciam com um painel grande, de apresentação. Pode ser apenas um quadro grande, uma página inteira, ou uma página dupla, como foi a minha sátira do BBB. A função dessa página é mostrar quem são os personagens e contar rapidamente a história que está sendo satirizada, o que abre caminho para que mesmo quem não conheça a obra original possa dar algumas gargalhadas.  Nesse painel é muito aconselhado fazer piadas visuais de fundo, como os BBBs dentro de uma bolha com uma placa: não dê comida aos animais


2) Cada quadro deve conter uma piada. Como geralmente as sátiras ocupam poucas páginas, a maioria dos roteiristas não desperdiça quadro: todos precisam ter algo engraçado. 


3) Diálogo bate-volta. Uma técnica muito usada pelos roteiristas é colocar um diálogo em três ou quatro momentos. Normalmente há uma piada no meio, mas o mais engraçado fica para o final. Eu usei esse recurso na minha sátira do filme Crepúsculo (que foi renomeada Prepúcio): 

Q2 – Mella está apresentando Fedward ao seu pai. Chále Swando está com um rifle nas mãos, granadas pelo corpo. Em suma, ele está preparado para ir à guerra.
Mella: Pai, vou sair hoje com Fédward.
Chále: Ótimo. Mas afaste-se dele quando eu começar a atirar...
Mella: Pai, o senhor disse que ia ser simpático!
Chále: E estou sendo... uso o rifle ou a bazuca? 

4) Duplo sentido. Esses diálogos bate-volta geralmente brincam muito com o duplo sentido. O verdadeiro sentido a primeira fala do personagem só é revelada na tréplica dele. Mais uma vez, uma sequência da sátira do Crepúsculo: 

Fédward e Mella estão na cena do quarto, do quase sexo. Penso que ele está se aproximando dela e ela está lá, esperando um beijo. Ele usa uma camisa com os dizeres EU RESISTO e ela com a camisa EU DESISTO.
Fédward: Tenho muita vontade de fazer uma coisa com você... mas preciso resistir!
Mella: Você está pensando em... sexo?
Fédward: Quem falou em sexo? Eu estava pensando em fazer compras no shoping! 


5) Non-sense. A graça do diálogo muitas vezes está em não fazer sentido, como na sátira de O Iluminado, escrita por Larry Siegel e desenhada por Angelo Torres (publicado no Brasil na MAD especial 3, Panini). Jeca Porrance está dirigindo na direção ao hotel quando o filho começa a falar com o dedo: 

Jeca: Doenty, tô um pouco preocupado com esse garoto! Ele sempre teve essas conversas idiotas com o dedo indicador? 
Doenty: Nem sempre! Só desde ontem, quando ele brigou com o mindinho! 
Jeca: Ufa! Jà tava ficando preocupado!  

domingo, fevereiro 18, 2018

Watchmen e a teoria do caos



Lançado em 2005 e relançado em 2014 (em uma edição revista e ampliada) pela editora Marca de Fantasia, Watchmen e a teoria do caos se tornou um dos principais livros de referência para trabalhos acadêmicos sobre a obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons. O livro é dividido em quatro capítulos: os autores, a obra, uma imagem do caos e a complexidade em escalas. O livro é resultado de uma pesquisa que eu realizei desde meu TCC (em 1993 – o primeiro trabalho acadêmico a dizer o que hoje é óbvio: que Watchmen foi baseada nos princípios da teoria do caos) até minha dissertação de mestrado, defendida em dezembro de 1997. O capítulo A complexidade em escalas analisa um capítulo de Watchmen página a página, quadro a quadro e é o mais lembrado e elogiado da obra. 

Eu, eu mesmo e Irene

Eu, eu mesmo e Irene é ótimo filme de  Bobby Farrelly e Peter Farrelly. A história trata de um policial (Jim Carrey) que, humilhado por todos, acaba desenvolvendo uma dupla personalidade: uma totalmente boa e ingênua e a outra sacana. Em meio a essa situação ele vai escoltar uma moça que está sendo procurada por policiais corruptos, que pretendem matá-la. Mistura de humor e ação, o filme tem bom roteiro, atrapalhado apenas pela necessidade de fazer piadas de mal-gosto. Um personagem com dupla personalidade é uma maravilha em termos de desenvolvimento de trama e permite ótimos momentos, como quando os dois brigam entre si. Há também algumas piadas que lembram Monthy Pyton, como a da vaca supostamente morta na estrada, mas que sobrevive a seis tiros na cabeça.

Grafipar, a editora que saiu do eixo


No final da década de 1970, Curitiba se tornou a sede da principal editora de quadrinhos nacionais. A produção era tão grande que se formou até mesmo uma vila de quadrinistas. No livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, eu conto em detalhes essa história. O livro inclui também algumas HQs publicadas na época e análise das mesmas.
Pedidos: profivancarlo@gmail.com.

Monteiro Lobato: fragmentos, opiniões e miscelânea


Monteiro Lobato foi a última inteligência enciclopédica que tivemos no Brasil. Escrevia sobre tudo: de geologia à medicina, passando por política e economia. Inquieto, ele parecia ter uma opinião a expressar sobre qualquer assunto do momento. Além disso, tinha uma incrível capacidade de conseguir fazer com que qualquer assunto se tornasse simples de ser compreendido. Esse lado didático e polêmico que os fãs do autor poderão encontrar no livro Fragmentos, opiniões e miscelânea, lançado pela editora Globo.
O livro é resultado de uma reorganização da obra de Lobato. Antes Fragmentos e Miscelânea integravam o volume Mundo da Lua. Opiniões fazia parte do volume Mister Slang e o Brasil. O objetivo de Lobato, ao organizar suas obras completas, era uniformizar o tamanho dos volumes. Mas, segundo a editora, isso criava um anacronismo, ao enfeixar textos de assuntos diferentes.
A nova obra é dividida em três partes. Fragmentos é composto de textos curtos, uma tentativa, abandonada por Lobato, de manter um diário pessoal. Essa parte apresenta textos curtos, nas quais Lobato expressa sua opinião sobre os mais diversos assuntos. No item colonialismo, por exemplo, ele escreve: “Somos um povo de mentalidade colonial. Nascemos colônia e até agora só conquistamos a independência política. Econômica, espiritual, mental e cientificamente, continuamos colônia. Damo-nos pressa em adotar tudo quanto vem de várias metrópoles que nos seguram pelo barbicacho – Paris, Berlim, Nova York, Londres”.
Já a parte Opiniões é uma coletânea de artigos datados de 1926, a maioria criticando os desmandos do governo Arthur Bernardes. Nesse capítulo se destaca o texto O padrão, no qual o autor explica aos leitores do que se trata a estabilização da moeda, objetivo do governo Washington Luiz. Lobato começa criticando os articulistas de jornal, que, ao invés de esclarecerem o tema, o tornam ainda mais obscuro: “Mais discutem, mais debatem, e menos o público se esclarece. Por quê? Porque em regra os expositores também não possuem ideias claras. Baralham coisas embaralháveis e dão valores arbitrários às cartas. O coringa vale tudo para um; para outro só vale o dez. Não definem os termos e discutem. Daí o caos”. Para tentar explicar o assunto, Lobato se socorre com um filósofo imaginário. Em sua ironia, o autor diz que ele é hóspede do Estado, num medíocre hotel de pedra com grades de ferro nas portas.
Também se destacam nesse capítulo a denúncia da forma subserviente como a imprensa comprada trata o governo, além de sua campanha contra o imposto sobre papel – na época, o livro importado não pagava imposto, mas o papel pagava taxas exorbitantes, inviabilizando a indústria livreira nacional.
Mas a melhor parte é mesmo Miscelânea. Nela, Lobato escreve, ora com emoção, ora com ironia, sobre os mais diversos assuntos, em textos maiores e mais profundos.
Em Alice in Wonderland, Lobato transforma uma simples notícia sobre a venda do manuscrito do famoso livro infantil numa narrativa de suspense e, dá, ao mesmo tempo um tom intimista ao texto ao focar a narrativa em Missis Hargreaves, a velhinha, que quando moça inspirara Lewis Carrol.
Em traduções, Lobato fala sobre o pouco remunerado e desvalorizado trabalho de tradutor e defende seu ponto de vista, de que o tradutor deve ser também um escritor, que deve fazer, na verdade, uma adaptação: “Se a tradução é literal, o sentido chega a desaparecer; a obra torna-se ininteligível e asmática, sem pé nem cabeça (...) A tradução tem que ser um transplante. O tradutor necessita compreender a fundo a obra e o autor, e reescrevê-la em português como quem ouve uma história e depois a conta com palavras suas”. Esse ponto de vista influenciou toda uma geração de tradutores e até hoje tem gerado polêmica. Em alguns casos, as traduções de Lobato eram tão pessoais que chegavam a mudar completamente o estilo do autor original.
Mas o relato mais pungente é Pearl Harbor, escrito no dia 7 de setembro de 1941, assim que Lobato soube do ataque japonês. Assustado com as vitórias do nazismo e seus aliados, Lobato escreve: “Os Estados Unidos são tudo quanto nos resta; e vê-los agora ameaçados pelo turbilhão das forças loucas da demência totalitária me deu calafrios no plexo”.
O leitor, acostumado à prosa leve e irônica de Lobato, certamente se espantará com o tom triste e desesperado: “Dá nojo o Homo. Mas há entre eles elementos dignos. O inglês salva-se. Salva-se o americano. Mas na luta de traições que Hitler desencadeou, as vitórias cabem sempre ao mais sem escrúpulos, ao mais torpe”.
Ainda em luto pela morte de um filho e com outro filho doente, Lobato desespera-se. A tragédia pessoal confunde-se com a tragédia histórica: “Durmo. Sonho. Acordo. Procuro lembrar-me do sonho, mas só consigo farrapos. Desisto – e gosto tanto de conhecer meus sonhos – e os dos outros... Madrugada. Passa o leiteiro e deixa o litro diário. Quatro horas, portanto. É o seu horário. ‘Que saúde!’, digo a Purezinha acordada. ‘Que diferença do nosso Edgard...’”. No fundo, Lobato prefere o filho morto a vê-lo sob o jugo nazista e suas câmaras de gás: “só a morte nos libertará da brutalidade alemã”.

Só esse texto já vale por todo o volume. 

Mano Juan, de Marcos Rey


Mano Juan é um lançamento da Global, editora que está publicando as obras completas de Marcos Rey. O livro, escrito na década de 1970  e lançado após a morte do autor, conta a história de um guerrilheiro ferido que chega a são Paulo e, sem ter a quem recorrer, procura um jornalista que escrevera diversos artigos sobre ele. Mas é a época da ditadura militar e o repórter teme se comprometer. Além disso, Dalila, uma atriz de pornochanchadas pela qual se apaixonara, lhe prometera para aquele dia uma noite de amor em troca da publicação de suas fotos no jornal.
Marcos rey um dos grandes roteiristas de cinema do Brasil, tendo escrito diversas pornochanchadas e novelas (experiência que ele conta nos livros O roteirista profissional: televisão e cinema e Esta noite ou nunca). Esse olhar cinematográfico permeia a maior parte de sua obra, inclusive a juvenil, como O mistério do cinco estrelas e O rapto do garoto de ouro, mas é ainda mais visível em Mano Juan. O capítulo de abertura do livro é uma boa amostra desse tino visual: construído em takes, mostra a chegada de um guerrilheiro a São Paulo e a balbúrdia da rodoviária num feriado prolongado:
 “Como era sexta-feira da Paixão parte da população da cidade batia asas. São Paulo, parcialmente deserta, transformava-se numa amplo parque ideal ao adestramento de motoristas de carta nova. (...)  O número de mulheres e crianças, superior ao de homens, contribuía para intensificar a irritante sonorização do ambiente, apenas dominada pela voz de uma locutora que anunciava a partida dos ônibus numa robotizada emissão vocal (...) O tumulto maior e mais angustiante concentrava-se nas escadas, a de degraus e a rolante, onde acontecia um massacre de proporções razoáveis. Inúmeros balcões e guichês de transportadoras informavam por escrito: “Não há mais passagens” (...) Uma mulher grávida, segurando uma criança em cada mão, parecia ter perdido o marido e chorava, um grupo de cabeludos ameaçava destruir um dos balcões de passagens, um estrangeirão, loiro, tentava fazer-se entender”.
A história toda parece ter sido escrita como um roteiro de cinema, inclusive com flash backs e e referências diretas a filmes em trechos como: “Batista diante daquela bem-rodada cena do cinema nacional, ficou cabreiro e começou a lançar olhares de pesquisa ao redor”, “os seios, que só vira em filmes pornôs, saltaram como molas, pagando na boca do caixa o trabalho das fotografias”.
Marcos Rey constrói a trama como um triller de humor com personagens marcantes: o guerrilheiro saudoso da infância, o jornalista que o tempo todo divide o pensamento entre o medo de ser preso e a possibilidade de conseguir, finalmente, levar a atriz para a cama; a atriz de pornochanchadas que se deslumbra com a possibilidade de fama, mas se apaixona pelo guerrilheiro; o líder sindical que é respeitado pelos trabalhadores, mas em casa é tiranizado pela mulher... O autor apresenta uma verdadeira fauna de tipos que vão desfilando diante do leitor num verdadeiro plano sequência que vai das 19:10 da sexta às 4:05  da madrugada de sábado.
O livro tem gosto da década de 1970 em que a tensão provocada pela ditadura militar se misturava à revolução sexual, à moda hippie de vestir e à profusão de gírias. Expressões como “cana brava”, “manjo seu truque, malandro”, “a velha teve outro balacobaco” ajudam a dar o clima do momento histórico.
Mano Juan foi escrito em 1978, mas permaneceu inédito até 2005. Em 2003, quando a Global negociou com a viúva Palma Donato a publicação de toda a obra de Rey, ficou acertado que, além dos títulos já publicados, a editora teria prioridade sobre esse inédito. Cumprindo o acordo, a viúva entregou à editora os originais datilografados.

A Global fez um verdadeiro trabalho de fã, com uma edição belíssima, que segue o padrão das outras obras da coleção Marcos Rey, uma sugestiva capa Victor Burton, com imagens que simbolizam bem a trama, como uma loira, um revólver, uma garrafa de wiski e um boton de Che Guevara. Além disso, incluiu uma apresentação de Ignácio de Loyola Brandão, que acertadamente escreve: “Ele (Marcos Rey) foi um homem desprezado pela crítica, mas lentamente começa a ser reavaliado, revisado e sua obra reciclada. Era um narrador sutil e fino, e a prova está em cada página deste livro que inclusive é permeado pela mais intensa ironia, pelo sarcasmo. Quem nunca leu Marcos Rey pode começar por este Mano Juan”. Bom conselho. 

sábado, fevereiro 17, 2018

Questionário

Questionário é um tipo de entrevista em que perguntas e respostas são fechadas e o informante apenas escolhe entre as várias opções de respostas dadas pelo entrevistador.

O uso de questionário requer algumas condições:

         O pesquisador deve saber exatamente o que procura, o objetivo de cada questão;

O informante deve compreender perfeitamente as questões, portanto cuidado com o repertório do informante;

O questionário deve seguir uma estrutura lógica. Deve ser progressivo (do mais simples ao mais complexo), conter uma questão por vez e ter linguagem clara.

Exemplo:
Dentre os sabores de sorvete abaixo, qual é o que você mais gosta?
(  ) Açaí
(  ) Chocolate
(  ) Morango
(  ) Creme

ATENÇÃO: Jamais pergunte em um questionário por quê? A grande maioria dos informantes simplesmente vai ignorar essa pergunta. 

A incrível arte de Michael Golden

Michael Golden é um desenhista norte-americano conhecido no Brasil principalmente graças ao seu trabalho para a Marvel nos anos 1980. Seu primeiro trabalho para a editora foi a série Micronautas. Seu traço detalhado e elegante fazia com que ele fosse lento para desenhar, de modo que sua produção era pequena em comparação com outros artistas da época, mas mesmo assim ficou muito popular no Brasil. O encontro do Homem-aranha com os X-men, desenhado por ele se tornou uma das revistas mais diputadas pelos fãs de super-heróis. Outro trabalho dele de destaque foi a revista"O Conflito do Vietnã".